quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Viva o improviso!


Estreou nesta segunda-feira, dia 2, o novo Jornal da Cultura. O telejornal inaugura um novo formato de telejornalismo na emissora. Com um cenário que lembra uma “sala”, com poltronas e uma mesa de centro, o jornal tem como proposta investir no “improviso”, já que aboliu o teleprompter.

Mas é na hora de improvisar que os problemas começam. Apresentado pela jornalista Michele Dufour, que já apresentou vários programas da emissora e pelo jornalista Raul Lores, que apenas trabalhou na mídia impressa, como Folha de S. Paulo e Veja, o telejornal apresenta alguns “probleminhas” em razão desse improviso.

Em entrevista a Folha de S. Paulo o jornalista deu a seguinte declaração: “Acho que por isso aceitei fazer o jornal. Se eu já tivesse feito TV acharia muito arriscado. Não conhecer me faz ser mais ousado”, disse Raul.

Realmente a estréia foi uma ousadia, o nervosismo de Raul era visível. Sem experiência com as câmeras, o jornalista gaguejou, chamou o link antes da hora, cortou a fala da jornalista e gesticulou de maneira exagerada. Mas o destaque da noite ficou com sua “caminhada inesperada”. Raul estava sentado comentado o caso Renan Calheiros (para variar) quando de repente, levantou de maneira inesperada fazendo com que a câmera perdesse o foco e causasse uma risada de sua companheira. Viva o improviso!

De resto, o Jornal realmente segue o padrão Cultura, de fazer reportagens longas que se aprofundam nos assuntos do dia. O jornal ainda conta com a presença de Heródoto Barbeiro e Alexandre Machado. Nada que alguns ajustes e umas boas aulas ajude o nosso jornalista de impresso a se adaptar a TV.

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