domingo, 4 de novembro de 2007

Ondas Latinas

A América Latina tem é um lugar interessante politicamente falando, pois é um continente que vive de ondas. Se uma coisa acontece em um país, logo os outros repetem. Vejamos: Na década de 30 o populismo de Vargas e Perón; em 60 as ditaduras militares; no fim dos anos 80 a volta da democracia e nos anos 90 a abertura para o neoliberalismo.

A última onda latina foi escolher governos de esquerda para os seus países. Esquerdas mais moderadas como Chile e Brasil, ou mais radicais como Venezuela e Bolívia. O que importa é a onda.

O novo caminho que a Onda Latina segue agora é o feminino. Primeiro com a chilena Michele Bachelet e agora a argentina Cristina Kirchner mostra de vez que a onda veio para ficar. Aqui no Brasil a candidatura relâmpago de Roseana Sarney em 2002 (logo destruída por denúncias de corrupção) mostrou bem que existe sim espaço para a mulher na política. De maneira geral os eleitores vêem as mulheres como mais competentes e confiáveis nos cargos públicos.

Hoje no Brasil existem três mulheres com chances reais de concorrer fortemente em 2010. A primeira delas é a tucana Yeda Crusius, mas ela tem poucas chances, o PSDB já tem quase certo que o nome tucano à presidência será Serra ou Aécio, e o governo gaúcho não vai muito popular.

As duas outras candidatas vêm de um partido teoricamente sem candidato forte em 2010, o PT. Se Lula fizer como promete e não concorrer a re-reeleição, o PT fica sem um nome forte para continuar no governo. O governador baiano Jaques Wagner é uma opção, mas é pouco provável que dê certo, ele teria que fazer um ótimo governo e não parece ser o que acontece.

É aí que surgem as duas outras candidatas: a ex-prefeita de paulistana Marta Suplicy e a ministra Dilma Roussef. Marta é a mais bem colocada nas pesquisas, mas depois que perdeu a prefeitura e ainda mais depois do famosa “relaxa e goza”, suas chances vêm desaparecendo.

Dilma é que parece ser uma boa aposta, a ministra é a responsável pelo PAC, e se ele funcionar, o presidente Lula será o melhor cabo eleitoral que se pode imaginar em 2010 e tem em Dilma a candidata ideal. Ela é leal ao chefe e sem nenhum problema abriria mão da reeleição para que Lula possa voltar no ano da Copa. É esperar para ver, e o meu palpite? Se o PAC funcionar, é Dilma e um tucano no segundo turno de 2010.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

De volta aos anos 70


Os fãs de Quentin Tarantino, Robert Rodriguez e do segmento cinematográfico do qual eles são muito mais do que meras referências podem abrir um sorriso no rosto e comprar suas entradas para a próxima sessão do cinema. O próximo filme dos diretores já estreou no Brasil, mais precisamente no último dia 12 de Outubro (sim, carnificina e dia das crianças combinam muito bem, certo?). Nos Estados Unidos, o filme duplo dos dois renomados diretores teve sua estréia no dia 6 de Abril.

Grindhouse é um filme um pouco diferente e conta, na verdade, com dois filmes em seu enredo e dois diretores diferentes, um para cada filme diferente. O filme "Death Proof", dirigido pelo mestre Tarantino, é o primeiro da seqüência. Em seguida, é apresentado ao público o filme “Planet Terror”, dirigido pelo não menos importante Robert Rodriguez, responsável por “Um drink no inferno”. No intervalo dos filmes, o público pode contemplar os trailles falsos no melhor estilo “anos 70” - numa alusão às grindhouses do passado. A idéia dos dois diretores é unir forças para homenagear os filmes B da década de 70 e 60, ou os antigos double-bills.

No filme dirigido por Tarantino, um dublê usa seu carro para matar pessoas inocentes. Já “Planet Terror”, mostra rebeldes lutando contra zumbi. E é claro que não poderia deixar de mencionar que “Death Proof” mostra elementos bastante presentes em qualquer obra dirigida por Tarantino: drogas e o apelo sexual. E também, como não poderia deixar de ser: Tarantino faz uma pontinha em seu filme. Portanto, não perca mais tempo, vá ao cinema mais próximo e volte para a época em que as calças boca de sino estavam super na moda e que seus pais eram, bem provavelmente, bebês ou hippies.

Que horas são? Olhe para cima e descubra




Às vezes passamos no mesmo lugar todos os dias e nunca prestamos atenção em algumas coisas que sempre estiveram lá. Ontem passando pela Treze de maio no centro de Campinas reparei que há um relógio!! Nunca havia notado, quantas vezes já passei preocupada com o tempo e nunca resolvi olhar para cima e saber que horas eram. Quantas pessoas não devem passar também desesperadas querendo saber as horas. No dia-a-dia muitas vezes não há tempo para nada, nem para as horas.

Clássico do youtube

Assim como no cinema há filmes clássicos, hoje com a Internet há também os “clássicos do youtube”. Quem nunca viu o vídeo da Ruth Lemos (sanduíche iche iche), o garotinho alemão stressado com o computador ou um dos vários vídeos de Coca-cola com mentos?

Pois bem, hoje vou destacar o meu “clássico do youtube”. O DIVINO (sim, fiz um trocadilho infame) vídeo da Menina Pastora.

Chega a ser comovente a fé da jovem serva de Deus, o auge do vídeo é quando ela fervorosa explica as cinco pedrinhas: maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da pazzzzzzzz . No youtube é possível encontrar diversas versões do vídeo, mas a minha preferida é a original.


Loucura, loucura, loucura...


Há algumas semanas atrás, nos deparamos com o falatório mais do que excessivo, que a mídia fez questão de fazer, a respeito do tal Rolex roubado do apresentador Luciano Huck. O melhor de tudo é abrir a página 3 da Folha de São Paulo, no dia seguinte ao fato, e encontrar um artigo assinado pelo próprio Huck sobre sua indignação após ser assaltado. Não que Huck não tenha razão em dizer-se farto da violência no Brasil, mas o que me intriga é toda cobertura desnecessária que a mídia fez sobre o caso. Como sempre, a mídia falou, falou, fez sensacionalismo e a polícia, vendo-se pressionada, deu um jeito de prender os acusados. Pois é a mídia também “aproveitou” para fazer “um pouco” de sensacionalismo em cima do fato de o apresentador “quase levar balas de chumbo na testa”. Ou vai dizer que, ao ver os noticiários seguintes ao fato, você também não pensou nisso?

Pois é, quando o Huck é assaltado, a mídia faz estardalhaço. Mas quando nós, cidadãos comuns, que também pagamos nossos impostos e também estamos sujeitos a violência, ao medo e a angústia de não poder mais andar em paz pelas ruas, sofremos com a atual situação nacional, a mídia se cala. É a velha história: “A mídia só serve para a elite, só faz jornalismo para a classe A, só se interessa pelos que estão no topo da pirâmide social”. Sinto muito, Luciano Huck, mas essa história do assalto que você vivenciou faz parte da sociedade que a mídia tanto defende. Não o culpo por fazer parte deste seleto grupo dos privilegiados. Fico indignada em saber que, enquanto você tem e pode ter quantos relógios de 10 mil reais você quiser, existe gente que não sabe o que é um prato de comida, uma moradia e uma vida digna. É a triste realidade brasileira. E, pelo jeito, logo teremos que nos mudar para Bogotá!

Filme: "O preço da coragem"


O filme "O Preço da Coragem" tem estréia marcada para proxima sexta-
feira, dia 26 de outubro. O drama, longa-metragem, tem duração de 1oo minutos, do Diretor: Michael Winterbottom, que foi premiado no festival de Cannes em 2002 com o filme "A festa nunca termina", e os últimos filmes como diretor foi "O caminho para Guantánamo" em 2006 e "Nove canções" em 2004, que foi também o produtor e o roteirista.

O elenco conta com atores consagrados como Dan Futterman, que estreiou no filme "A gaiola das loucas" e foi produtor e roteirista do "Capote" (filme que recebeu grande crítica!) e Angelina Jolie, uma das maiores divas do cinema Hollywoodiano, Jolie fez inúmeras participações, e foi indicada ao Emmy por sua atuação no biográfico "Gia - Fama e Destruição" e ganhadora do Globo de Ouro e do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por "Garota, Interrompida", Jolie estrelou sucessos de bilheteria como " O colecionador de Ossos". No mesmo ano do suspense conhecia nos sets de "Alto controle". E foi no filme Sr. & Sra. Smith do final de 2005 que Angelina conheceu seu atual marido nos sets de filmagens, o também consagrado ator Brad Pitt.

Elenco completo do filme: Dan Futterman, Angelina Jolie, Archie Panjabi, Mushtaq Khan, Arif Khan, Amit Dhawan, Saira Khan, Zafar Karachiwala, Danish Iqubal, Azfar Ali, Ahmed A. Jamal, Denis O'Hare, Perrine Moran, Jeffry Kaplow, Aly Khan.

Sinopse do filme: Drama baseado em fatos reais inspirados no livro de memória "A Mighty Heart: The Brave Life & Death of My Husband Danny Pearl", de Mariane Pearl, que viveu o terror de saber que o marido Danny Pearl, jornalista do Wall Street Journal, foi morto no Paquistão.

BOA estréia e DIVIRTAM-SE !!!!!!!!

Veja agora ou cale-se para sempre...


Qualquer viciado em séries sabe que, no Brasil, novembro é o mês de estréias de novas temporadas e atrações nos canais por assinatura. Aguardamos ansiosos e exaustos de tanta reprise durante quatro meses, e agora chegou a hora! Finalmente é o momento de deleite: acabaram as unhas roídas para acompanhar aquele episódio derradeiro que deixou mais perguntas do que respostas...

...ou será que não?

Parece que o público brasileiro já não tem mais paciência de esperar tanto tempo para ver a série favorita. Afinal, a nova safra de episódios pode até vir a partir do mês que vem, mas mesmo assim o fantasma das repetições persiste em assombrar os pobres telespectadores, já que dada uma seqüência de episódios inéditos, eles voltam para o primeiro episódio dessa nova leva, para dar tempo de finalizar a produção dos novos episódios seguintes.

Dado esse posicionamento desagradável, resta aos brasileiros afoitos por algo novo na TV duas medidas: baixar os episódios pela internet (a prática tornou-se muito comum, como este artigo mostra) ou esperar o mês que vem (no meu caso um pouco mais, pois minhas séries favoritas só começam no ano que vem, quando suas respectivas temporadas já estiverem concluídas). Juro que tentei a primeira medida, mas ao ver que um episódio de uma hora tem 300 MB de tamanho e demora mais de dois dias para baixar completamente, desisti na hora. O jeito é esperar.

Para os pacientes que acompanham as séries com os americanos pelo computador, só deixo um aviso: NÃO me venham com spoilers de “Heroes”, “Lost”, “Desperate Housewives” e “CSI”! Quero muito ver como o Hiro se vira no Japão Feudal, a continuação das desventuras na ilha, se o suicídio da Edie é verdadeiro e se a Sara vai sobreviver ao acidente de carro ou não, mas tudo tem seu tempo!!!

domingo, 14 de outubro de 2007

A Curiosidade Matou... Os Curiosos

O duplo acidente que ocorreu na última terça-feira na rodovia BR-282, em Santa Catarina, é, infelizmente, apenas mais um dos casos de colisão que ocorrem nas estradas brasileiras.

A mídia, é claro, não poderia deixar de relatar. A Folha de São Paulo deu o acontecimento como manchete de capa do jornal de 11 de outubro (quinta-feira) e matéria de página inteira no caderno Cotidiano – cujo nome foi “Acidentes em seqüência matam 27 pessoas” –, e contém desde um esquema ilustrativo, que reconstitui todo o acidente, até uma lista com o nome de todos os falecidos. Um box ainda revela qual seria a punição de Rosinei Ferrari, o motorista que provocou o segundo acidente.

Quanto à gloriosa Veja, de 17 de outubro, houve apenas um relato seco sobre o ocorrido, em três colunas que ocuparam a metade de uma única página. O título da matéria, “Massacre na Estrada”, parece nome dado a um filme B, que seguiria a linha de “Velocidade Máxima”. Não bastasse o desprezo pelo acontecimento, a edição declara escancaradamente a opinião sobre o fato, ao relatar o acidente:

Trafegando a mais de 100 quilômetros por hora, como uma besta desgovernada, bateu em nove veículos e atropelou bombeiros e policiais que estavam na pista no trabalho de resgate. (p.68).

Os exemplos dados questionam um princípio do jornalismo. Afinal, é preciso fazer alarde sobre qualquer acidente que houver, ou basta uma nota de meia página pra relatar o ocorrido? Porque, neste caso, é melhor observar através da mídia do que presenciar a cena de fato, correndo o risco de sofrer um outro acidente. Tomara que essa moda seqüencial não pegue.

Sejam BEM-VINDOS !!!!


Em uma de minhas voltas para casa me deparei com uma cena, essa acima, que estava acontecendo ao lado da entrada de uma cidade, fiquei impressionada por como as pessoas são criativas quando se trata de dar as boas vindas para os visitantes, isso é, se alguém se interessar por conhecer o restante da cidade...
Mas como existe gosto pra tudo... Porque não curiosidade pra ficar olhando uma queimada, a fumaceira subindo, ou o lixo alheio...

De interesse político e nacional


por Ana Paula Moreira

Na última semana, a Playboy de Mônica Veloso, ex - amante de Renan Calheiros bateu recordes de vendas nas bancas do Congresso Nacional. Ao todo, estima-se que foram vendidos mais de 200 exemplares apenas no Congresso. Porém, poucos parlamentares se arriscaram de serem vistos comprando o exemplar. A maioria preferiu mandar assessores ou funcionários comprarem a revista .

Agora, os parlamentares que não se arriscaram a comprar a revista da jornalista optaram em acessar as fotos pela internet. Entre os internautas estava a senadora Ideli Salvatti (PT). O fotógrafo da Folha de S. Paulo fotografou a senadora acessando o site da revista.


Resta torcer para que os senadores, nessas idas e vindas à banca e de acesso a sites, não tenham se esquecido de cumprir suas atividades como senadores. No site do Senado é possível conferir a agenda completa de atividades durante toda a semana.

Quinze minutos de fama

A jornalista Mônica Veloso ficou conhecida depois de contar que Renan pagava a pensão (de sua filha com Mônica) e o aluguel do apartamento com o dinheiro da construtora Mendes Júnior.

Depois de “colaborar” na piora da situação política de Renan, Mônica recebeu o convite para sair na Playboy. Agora, o próximo passo é lançar um livro contando de seu relacionamento com o Senador. Pelo menos alguém saiu lucrando nessa história, porque a maioria do povo brasileiro só fica pasmo observando o que se passa em Brasília.

sábado, 13 de outubro de 2007

TV Brasil: Governamental ou Pública? Eis a questão!


Muito tem se falado sobre a criação de uma nova televisão pública brasileira, a TV Brasil, nascida de uma iniciativa do governo federal. Os aliados do PT afirmam que a TV Brasil será pautada pelos anseios da sociedade e visará a educação e o espectador como cidadão. Entretanto, os oposicionistas ao governo Lula preferem chamar o novo veículo de “TV Lula”, pois afirmam que a TV Brasil será apenas um meio de comunicação para o Partido dos Trabalhadores fazer suas manobras políticas e manipular a população.

Um fato recente que cria ainda mais polêmicas sobre o futuro papel da TV Brasil é a nomeação da diretoria do canal que ocorreu no último dia 11 deste mês. A presidente do veículo é a jornalista Tereza Cruvinel - que trabalhou durante 20 anos no jornal impresso “O Globo” -, a presidente de jornalismo será a jornalista Helena Chagas – que atuava no Jornal de Brasília – o diretor geral será Orlando Senna – atual secretário do audiovisual -, o diretor da rede será Mário Borgneth - atualmente assessor especial do Ministério da Cultura -, a diretora de jornalismo será a colunista Helena Chagas, o diretor de programação e conteúdo será Leopoldo Nunes - atual diretor da Ancine -, e o diretor de serviços e produtos será José Roberto Garcez - atualmente na presidência da Radiobrás.

Sobre estas decisões a oposição e a própria sociedade acabam se questionando sobre o caráter público ou comercial da nova TV que está por nascer, já que grande parte do seu corpo de profissionais conhece somente a rotina do jornalismo comercial e as diretoria mais importantes, a de jornalismo, ficará em Brasília, ao contrário das outras que se localizarão no Rio de Janeiro.

Para o futuro da nova televisão pública nacional espera-se transparência, descência e o espectador como cidadão e não consumidor. Se a TV Brasil se consolidar realmente dentro dos moldes das televisões públicas, não existirá manipulação e nem distorção da programação conforme interesses. Torço para que realmente se consolide um modelo de caráter público paras as tvs nacionais, pois já estou farta do jornalismo convencional e de seus pontos fracos. Se realmente a população for consultada sobre a programação do canal, assim como afirmou o presidente Lula, a TV Brasil estará um passo a frente da democracia e da pluralidade. Mas este será somente um passo num longo caminho a ser trilhado. Espero mesmo que ela seja diferente das televisões comerciais e que não exista somente para fazer politicagem ou reinvindicar um lugar na mídia que o PT tanto reclama por não existir.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Luto nos palcos, Paulo Autran morre aos 85 anos


Com mais de 90 trabalhos no currículo e 60 anos de carreira, morreu na tarde de hoje, mais precisamente às 16:10, um dos maiores artistas do país. Ele estava internado desde a tarde de ontem e sofria de câncer no pulmão e enfisema pulmonar há praticamente um ano, tendo sido internado várias vezes recentemente. O ator Paulo Autran é conhecido pelo apelido carinhoso de “Senhor dos Palcos” graças a destreza com que desempenhava seus papéis e interpretava seus personagens.

A estréia de Paulo como ator de teatro deu-se em 1949 no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo, ao lado da grande amiga Tônia Carreiro na peça “Um Deus dormiu lá em casa”. Outros destaques da carreira de Autran são as peças “Otelo", "Antígona", "My Fair Lady" e "Visitando o Sr. Green", que figuram na lista de 90 peças que contaram com o talento do ator. A última peça em que Paulo contraceneu foi “O avarento”. No cinema, Paulo Autran trabalhou com Glauber Rocha em “Terra em Transe” (1967), filme que é um marco do cinema nacional, e em "Destino em Apuros" (1953), primeiro filme colorido produzido no Brasil.

Embora não gostasse de fazer televisão, por achar que só lhe davam papéis de “debéis mentais”- conforme costumava explicitar em entrevistas-, Autran participou das novelas "Pai Herói", de Janete Clair, "Guerra dos Sexos" e "Sassaricando", ambas de Silvio de Abreu.

Com um currículo tão extenso e com grandioso talento para dramaturgia, é óbvio dizer que Paulo Autran, ou “O Senhor Palco”, fará muita falta para o teatro brasileiro por fazer rir, chorar e refletir. O Brasil não perdeu apenas mais um ator, ele perdeu a alma do povo brasileiro. O que nos resta é agradecer por termos nos emocionado com suas atuações e sua paixão pelo ofício.






Tropa de Elite: Osso duro de roer


Esta semana, não poderia falar de outra coisa senão do filme nacional mais comentado da atualidade, seja por toda a questão da pirataria, pela violência mostrada, ou pela capacidade de questionamento que ele oferece ao espectador. “Tropa de Elite” é estelado por Wagner Moura, ator que já viveu JK na minisserie global homônima e é conhecido por abraçar de corpo e alma os papéis que interpreta. Ele vive o Capitão Nascimento – um oficial do BOPE, batalhão conhecido pela integridade moral de seus componentes e por realizar operações de alto risco em favelas cariocas contra o tráfico de drogas. Na história, Nascimento decide se aposentar do Batalhão e precisa encontrar um substituto que possua todas as características necessárias para ter a “dignidade” de entrar no grupo do “Caveirão”. O diretor de “Tropa” José Padilha que dirigiu também o desconcertante documentário "Ônibus 174", parece ter virado uma espécie de referência no gênero drama e realidade no cinema brasileiro.

O filme realmente toma de assalta o público por mostrar a violência de forma explícita, tanto aquela praticada pelos traficantes, quanto pelos próprios oficiais do BOPE, ou seja, o filme não se restringe a mostrar somente o bom mocismo dos policiais. Um elemento que deve ser notado pelos mais atentos é a grande crítica do autor à nossa sociedade e também ao nosso modo de ver a polícia. Porque a corrupção existe entre os policiais, pensamos que todos eles se enquadram dentro desta prodidão. Tendemos sempre a pensar que a corrupção contamina tudo e todos que estejam ao seu redor. No filme, o BOPE é mostrado como uma facção incorruptível e cria uma contradição com o pensamento das pessoas de que “a polícia como um todo é corrupta”.

Uma cena de “Tropa de Elite” que me saltou aos olhos foi aquela em que um viciado em drogas, “filhinho de papai”, e cuja potencialidade para o tráfico era gritante, participava de uma passeata em prol da paz após o assassinato de seus colegas no morro comandado pelo traficante Baiano. Na cena, o Capitão Matias, tomado pelo espírito dos policiais que fazem parte do Bope, invade a passeata e dá uma surra no “playboy”. Aquilo tudo não passa de uma crítica de Padilha aos jovens usuários de drogas. O que o diretor quis mostrar foi a enorme capacidade que os jovens possuem em não enxergar as coisas como elas são, não perceber que grande parte da culpa de toda violência praticada pelos traficantes deve-se ao fato das pessoas consumirem drogas e darem força ao tráfico. Ora, o tráfico só existe porque as pessoas consomem drogas. E aí, quando um ato de violência é empreendido por traficantes, os usuários de drogas não enxergam que possuem uma "parcelinha" de culpa nesta situação e agem de forma hipócrita e medíocre. O que adianta participar de atos a favor da paz se, indiretamente, os usuários colaboram para o tráfico e, conseqüentemente, para a violência?

Por toda sua crítica tanto à sociedade, quanto à polícia e ao tráfico de drogas, “Tropa de Elite” deve ser conferido sem preconceitos, sem tapas nos olhos. Um pequeno aviso: o filme contém fortes cenas de violência e de práticas de tortura. Portanto, se você possui estômago fraco, poderá se sentir um pouco mal. Mas todos nós saímos do cinema, ao receber esta “injeção de realidade”, com uma certa angústia, pois o filme consegue fazer pensar através do chocar. Confesso que, desde os tempos de “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, não me sentia tão animada com o cinema nacional questionador.

Duelo de Titãs


Sei que diversão eletrônica pode não ser considerada uma vertente da cultura. Entretanto, não posso deixar de abrir um parênteses para constatar que fiquei muito surpreso ao saber, no meio desta semana, que poderei responder a uma das perguntas mais inquietantes dos fãs de games. Afinal, quem é o mais forte: Mario, o encanador bigodudo da Nintendo, ou Sonic, o ouriço terrestre da Sega?

Deixe-me explicar: a série “Super Smash Bros”, iniciada em 1999, junta uma variedade de personagens de franquias da Nintendo conhecidas pelo grande público – como “Super Mario World”, “Donkey Kong” e “Pokémon” – para brigas divertidas em que até quatro pessoas podem jogar. A última versão da série, “Super Smash Bros Brawl” – prevista para lançamento em fevereiro de 2008 para o console Wii – revoluciona ao inserir personagens de empresas diferentes, e que já foram grandes rivais no mercado. É um golpe de marketing certeiro, pois quem teve uma infância de joystick em mãos – como este que vos escreve –, sempre quis travar um duelo entre as figuras mais populares dos jogos dos anos 90.

Os dois personagens me chamaram a atenção igualmente, no passado. Quem não tentou transformar o ouriço no invencível Super Sonic, no Mega Drive? Ou então pegar um cogumelo para crescer e matar os inimigos na base do pulo ou com bolas de fogo, no Super Nintendo? São doces lembranças que poderei condensar jogando um só lançamento (isto é, se eu tiver dinheiro para tanto...). Pra quem acha que é mentira, acesse o site http://www.smashbros.com/ ou veja o vídeo abaixo, e tire as próprias conclusões.



Ah, e só um recado para aqueles que ainda pensam que videogame é “brincadeira de criança”: vocês sabem muito bem quem são Mario e Sonic – no mínimo já ouviu falar deles –, e com certeza vão ter curiosidade pra saber no que “Super Smash Bros Brawl” vai dar. E que atire a primeira pedra quem disser o contrário.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Uma Comédia em Ritmo de Confusão

Vai rolar uma tremenda confusão na cabeça de quem vê esse vídeo, pois é feita uma confusão tamanho família para mostrar a confusão de quem cria essas coisas.

O vídeo é pura encrenca e vai transformar o seu jeito de ver as chamadas da televisão numa confusão sem tamanho.

Uma grande confusão, altas confusões, tremendas confusões, melhor amigo da confusão, rei da confusão, as maiores confusões, arranjar muita confusão, se meter em confusões sem tamanho, a arte de arrumar confusão, confusões do outro mundo.

Tá vai, parei de anotar antes da metade do vídeo.... Muito Confuso!!!

É tanta confusão que só vendo pra crêr.


quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Olha lá no céu! É um pássaro? Um avião?...


Sempre passo pela Rua Paula Bueno para ir para o trabalho e, perto do Bingo do Taquaral, nunca deixo de notar essa bendita placa de sinalização inclinada. Ela chama tanta atenção que poderia ser mais um ponto turístico perdido de Campinas; tais como alguns postes tortos da Praça Treze de Maio, que já foram mostrados neste blog.

Para onde será que essa placa está indicando? Será que está apontando para a solução de nossos problemas? Será que é uma pegadinha com câmera escondida, para fazer tolos transeuntes olharem para o além? Será que é um ponto de referência para os alienígenas pousarem na Terra? Ou então a placa está apenas em agonia, inclinando grau por grau, esperando por um golpe de misericórdia? Nada se sabe. Mas é agora que percebo como situações corriqueiras como essas podem aguçar minha Escrita Criativa.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Viva o improviso!


Estreou nesta segunda-feira, dia 2, o novo Jornal da Cultura. O telejornal inaugura um novo formato de telejornalismo na emissora. Com um cenário que lembra uma “sala”, com poltronas e uma mesa de centro, o jornal tem como proposta investir no “improviso”, já que aboliu o teleprompter.

Mas é na hora de improvisar que os problemas começam. Apresentado pela jornalista Michele Dufour, que já apresentou vários programas da emissora e pelo jornalista Raul Lores, que apenas trabalhou na mídia impressa, como Folha de S. Paulo e Veja, o telejornal apresenta alguns “probleminhas” em razão desse improviso.

Em entrevista a Folha de S. Paulo o jornalista deu a seguinte declaração: “Acho que por isso aceitei fazer o jornal. Se eu já tivesse feito TV acharia muito arriscado. Não conhecer me faz ser mais ousado”, disse Raul.

Realmente a estréia foi uma ousadia, o nervosismo de Raul era visível. Sem experiência com as câmeras, o jornalista gaguejou, chamou o link antes da hora, cortou a fala da jornalista e gesticulou de maneira exagerada. Mas o destaque da noite ficou com sua “caminhada inesperada”. Raul estava sentado comentado o caso Renan Calheiros (para variar) quando de repente, levantou de maneira inesperada fazendo com que a câmera perdesse o foco e causasse uma risada de sua companheira. Viva o improviso!

De resto, o Jornal realmente segue o padrão Cultura, de fazer reportagens longas que se aprofundam nos assuntos do dia. O jornal ainda conta com a presença de Heródoto Barbeiro e Alexandre Machado. Nada que alguns ajustes e umas boas aulas ajude o nosso jornalista de impresso a se adaptar a TV.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

E O VENTO LEVOU... E O TEMPO PASSOU...E O SUCESSO CONTINUA!

“E o Vento Levou” é um dos maiores clássicos de todos os tempos e estreou 1939, com direção de Victor Fleming e um elenco impecável que contava com astros como Clark Gable (considerado um dos galãs da época pelas moças de plantão) e Vivien Leigh (a eterna Scarllet O´Hara). Atualmente, o filme encabeçou os dois primeiros lugares da lista dos filmes mais rentáveis de todos os tempos e dos filmes mais vistos nos cinemas mundiais. Ele é considerado um dos mais longos da história e também pode ser tido como um dos mais cansativos para a juventude de hoje, que tem dificuldade em assistir qualquer programa que contenha mais de uma hora de duração.

Contudo, sua cena final, em que Scarllet se ajoelha diante da lendária árvore da propriedade de “Tara”, é reconhecida por pessoas das mais diversas faixas etárias, independente de gostarem ou não deste verdadeiro clássico.

O filme é memorável no sentido de unir uma bela fotografia e usar os efeitos disponíveis na época – que, convenhamos, era bem precários se formos comparar com os efeitos sonoros e visuais que figuram nos filmes atuais - para compor a história da mimada Scarllet, que se passa em meio à Guerra de Secessão dos Estados Unidos.

Aproveite esta dica, pegue sua pipoquinha, um lugarzinho privilegiado no sofá e sua manta para assistir a este grande sucesso da sétima arte, que, de tão contemplado, já é imortal!



quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Sou Brasileiro e Não Desisto Nunca!!


Apesar de o Brasil ser um típico paraíso tropical, com um clima lindo, paisagens deslumbrantes e pessoas trabalhadoras, a política do pais nem sempre corresponde a tantas maravilhas, na verdade quase sempre não corresponde.
O líder que é escolhido para representar nosso Brasil deixa muito a desejar, cumprindo apenas uma parte de tantas promessas que iludem a população que ainda acreditam em algo melhor, e que também vira e mexe seus nomes estão na lista dos novos escândalos. O caso mais recente foi o de Renan Calheiros, que depois de várias acusações como uso de 'laranjas' na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas e de ter despesas pessoais pagas com orçamentos do senado, apesar de uma grande ajuda da midia para popularizar o caso e melhor divulgar para aqueles que estavam por fora do assunto, Renan foi abssolvido com 40 votos a seu favor.
Mas esse nao é o primeiro caso e com certeza nao será o ultimo caso de CPI que nao acaba em nada, ou melhor sempre acaba... em pizza!
Bom... Hoje minha critica de politica fica por aqui, espero que vocês leitores adiquiram um senso de refletir sobre detreminadas atitudes de nossos governantes, mesmo que não nos prejudiquem diretamente,mas temos que preservar um futuro mais digno e ético para aqueles que virão... Porque o ser brasileiro não pode nunca desistir!

Somos 7, mas estamos lá


A foto acima foi tirada do meu celular na Semana de Jornalismo do jornal O Estado de S. Paulo, que ocorre em São Paulo do dia 25 ao 28 deste mês na sede do jornal. A estudante filma em seu celular a palestra dada pelos jornalistas Moisés Rabinovic (à direita), do Jornal do Comércio, e Renato Lombardi (centro), da TV Cultura.

O tema da palestra foi o dia-a-dia do jornalista, Rabinovic, mais conhecido como Rabino, foi correspondente do Estadão em Israel e EUA, e na Época em Paris. É especialista em cobertura de guerras, esteve no Iraque, Palestina e Iugoslávia.

Já Lombardi trabalhou durante anos na cobertura policial do Estadão e agora é comentarista da TV Cultura. Cobriu o Massacre do Carandirú, O Maníaco do Parque, Lalau e outros muitos casos.

A PUC-Campinas tinha 60 vagas reservadas, mas somente sete alunos da universidade comparecem às palestras.

domingo, 23 de setembro de 2007

Ô psit, e eu com isso?!

Foto: Divulgação


Não costumo assistir ao “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, pelo simples fato do jornalismo esportivo não me acrescentar nada. Este último domingo foi exceção, já que vi alguns trechos do programa ao tomar o café da manhã.

Foram minutos de tortura: numa mesa redonda que o programa chamou de “Encontro Histórico entre Pelé e Renato Aragão” (na verdade, uma reprise da noite anterior do canal a cabo SporTV), o jornalista Pedro Bial, as duas celebridades citadas e outros “convidados” do meio esportivo – e que nem faço questão de citar o nome deles – lembraram saudosos momentos da época de “ouro” do futebol, como quando um zagueiro atrasava a bola para o goleiro, que podia pegá-la com as mãos. (Atualmente o goleiro só pode chutá-la).

Outra pérola foi o pseudo-humorista relembrar “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”, uma tremenda obra-prima da sétima arte brasileira (encaremos os fatos: desde a morte de Mussum as coisas não são mais as mesmas). Nela, o “rei” é a participação especial, e os humoristas fazem palhaçadas e piadas relacionadas ao futebol. Em outras palavras, uma perda de tempo.

O que me revolta não é o conteúdo do programa em si; é o fato da equipe que produziu esta criativa pauta do programa esportivo não estar ciente de como as duas principais figuras em questão ainda são exploradas. Basta assistir a um certo seriado dominical durante a hora do almoço, para ver a tentativa do embaixador do UNICEF em sobreviver na enfadonha grade horária dos fins de semana, ou então lembrar uma mulher que tentou provar, até a morte – literalmente –, ser filha do ex-astro do Santos.

É nessas horas que não agradeço por ter TV a cabo. Como assim, a Globo pegar uma reprise da SporTV pra passar na TV aberta? Se fosse algo com mais qualidade até agradeceria, mas não, preferem repetir uma discussão de futebol e humor pastelão. Santas reprises...

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Vídeo da Semana

Saudações! A cada semana o blog postará vídeos que circulam pela internet e que se popularizaram rapidamente. Pode ser uma música, acontecimento inusitado, engraçado, que nos faça pensar...Enfim, é um vídeo que se destacou de outros tantos que estão no ar.


Virtual Barber Shop


Teve uma semana exaustiva? Então aproveite que hoje é sexta-feira e sente, relaxe, coloque os fones de ouvido, feche os olhos e aprecie uma das últimas obras-primas da internet: o Virtual Barber Shop. Nele, você será transportado a uma barbearia, comandada por um gentil senhor italiano, para fazer um corte de cabelo gratuito. Repare que ele anda de um lado para o outro, como se realmente estivesse atrás de você. Isso ocorre porque o áudio foi gravado em dois microfones, e é seu cérebro que faz todo o trabalho, orientando de qual lado o som é propagado. Ah, e não se preocupe: não tem nenhum grito ou qualquer brincadeira de mau-gosto; este vídeo é para ouvir e esquecer dos problemas.




quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A mídia que molda e manipula


Hoje, postando pela primeira vez neste blog, fiquei incumbida de falar sobre a mídia, analisá-la e, conseqüentemente, criticá-la – Leitor de blogs e dos meus pensamentos, seja você estudante de Jornalismo, crítico de mídia ou filósofo de comunicação, é preciso ter sempre em mente que há muito o que criticar na mídia. E como há!

A mídia, em especial a TV, tem ganho cada vez mais o papel de “educadora” na sociedade (função que empenha muito mal, por sinal) e é a fonte principal de informação do brasileiro alienado, passivo e pacífico. Fico chocada quando ouço que as pessoas acreditam em tudo o que a Rede Globo noticia e seguem o que essa emissora dita através de suas novelas que não agregam valor algum. O pior de tudo é saber que não é somente o cara iletrado e de baixa escolaridade que trata a Globo como um Deus, muitos de nós, estudantes de Jornalismo e que deveríamos ter uma visão mais abrangente de mundo também cometemos esse equívoco.


Um dos mais famosos e principais fatos que mostra o tom manipulatório da Rede Globo foi o debate entre Collor e Lula nas eleições de 1989. O programa foi tão bem editado que deu à vitória ao candidato alagoano, pouquíssimo conhecido pelos brasileiros, num dos últimos momentos da corrida presidencial. Uma vergonha, mas é a realidade. As pesquisas não apontavam Fernando Collor de Mello como vencedor, porém ele chegou à presidência do Brasil graças à emissora de Roberto Marinho.

Como pode um canal de televisão ter tanto poder como a Globo tem no Brasil? A pluralidade e a democratização da informação, onde ficam? Cadê o hábito de ler jornais impressos, buscar informações em outros veículos de comunicação e “confrontar” dados e notícias? Onde estará o senso crítico da população? Até quando nos encontraremos alienados e abaixaremos nossas cabeças para a televisão? Perguntas que continuam no ar, sem respostas aparentes e que espero que sejam desvendadas em breve. Se alguém souber as respostas, me avise, pois já estou cansada de desabafar e também já é hora do glorioso Jornal Nacional, aquele que mostra o quanto o meu Brasil é maravilhoso!


Essa coisa ateniense

Olá! Semanalmente postaremos algo sobre política e tudo que rodeia esse meio tão importante e mal visto no Brasil. Escrever sobre o mais recente escândalo, a última lei polêmica e essas coisas que rodeiam o poder que existe sob a arte de Niemeyer.

Entretanto esse primeiro post será especial, não vamos falar sobre nenhum caso específico, política brasileira em geral é o tema! E ao citar política, não entenda somente as ações do congresso ou do governo, ou aquilo que está em torno de uma eleição; política é mais que isso.

Claro que esse assunto dá para preencher vários livros e teses, portanto seremos curtos: A política é parte fundamental em uma sociedade tão complexa, sem ela estaríamos na pura barbárie.

Mas no Brasil, ahh no Brasil, aqui ao sul do Equador (onde não existe pecado!!!) nós ainda não temos um sistema político tão desenvolvido e maduro igual à parte nobre do globo.

Mas apesar dos pesares, é possível acreditar? É sim.

A democracia brasileira parece estar mais sólida do que nunca e a variedade de partidos nos governos mostra bem como essa coisa ateniense ainda é muito nova por aqui, precisa crescer e amadurecer. Ainda dá para crer em um país sério politicamente.

Vai demorar, e muito. E para chegar lá não basta deixar a natureza agir, os políticos devem desenvolver sistemas que combatam a corrupção, que dêem educação e assim o brasileiro um dia vai poder viver em um país politicamente amadurecido. Até lá, vamos experimentando.

Fica por aqui, porque o professor disse que ninguém tem muita paciência pra ler na tela, espero que vocês (cinco leitores do blog) gostem e discutam os temas abordados. Toda crítica construtiva é bem vinda e elogios mais ainda. Ihh, rimou!!!

Click da semana




E no meio do caminho havia um poste

Nas últimas semanas andando pelo centro de Campinas percebi algo estranho e incomum. Pode ser uma observação inútil ou até mesmo fútil, mas vamos lá. Alguns postes da praça da Treze de maio estão tortos! Será que é uma nova proposta de design que a Prefeitura pretende adotar na cidade? Uma nova maneira de instalação? Será que o Dr. Hélio quer modernizar? Enfim, o que importa é que os postes têm apresentado perigo para quem passa pelo local, já que muitos estão prestes a cair. Mas os tais postes tortos tem chamado a atenção de quem passa, muitos param e olham, tentando entender.

O filme Ligeiramente Grávidos tem data prevista para estréia em 21 de Setembro




O longa - metragem colorido tem duração de 129 minutos, seus gêneros foram bem distribuídos pelo diretor e roteirista Judd Apatow em comédia, drama e romance.
O mesmo diretor da comédia de sucesso: O virgem de 40 anos.
O elenco do filme é composto pelos atores Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd, Leslie Mann, Jason Segel, Jay Baruchel, Jonah Hill, Martin Starr, Charlyne Yi, Iris Apatow, Maude Apatow, Joanna Kerns, Harold Ramis, Alan Tudyk, Kristen Wiig.
Na estréia do filme, nos EUA, de 1° de julho a 3 de julho de 2007 foram arrecadados US$ 29.284.000.


Sinopse:

Ben Stone é um jovem que só quer curtição. Alison é uma garota que busca crescer na profissão. Certa vez, os dois se conhecem num bar e eles têm um caso de apenas uma noite. Oito semanas depois, Ben reencontra Alison e descobre que ela está grávida. Mesmo sabendo que os dois têm muito pouco em comum, não dá para imaginar nenhum compromisso entre eles. Mas ambos concordam que devem manter algum relacionamento apenas por causa do bebê que está para nascer.

Para você que está sem programação para o fim de semana...

DIVIRTA-SE!!!!


Assista o trailer abaixo:






sábado, 15 de setembro de 2007

Gênesis: o surgimento do blog

De Tudo Um Pouco foi criado pelos alunos do 3º ano de jornalismo da PUC-Campinas, para a disciplina Jornalismo On-Line, ministrada pelo professor Glauco Cortez. A equipe é formada pelos alunos Ana Carla Panucci, Ana Paula Moreira, Carolina Octaviano, Daniel Kawasaki e Diego de Souza. O nome do blog surgiu ao agregarmos os mais diversos assuntos: Política, Análise da Mídia, Cultura, Foto-legenda, Vídeo da Semana e também o Newsletter para divulgação do site.